28 de jun de 2010

Comer fora é um desafio?

Oi meninas!!!

Hoje quero falar sobre um assunto que me deixa muito chateada, não conseguir controlar o Pedro em um restaurante.
Esse fim de semana estava refletindo sobre esse assunto que enfrentamos lá em casa. Desde que o Pedro nasceu é praticamente impossível irmos a um restaurante se ele estiver com a gente. Ou deixo ele em casa com alguém (o que geralmente não me agrada porque nos finais de semana somos 100% dele), ou levo e enfrento tanta luta para ele se comportar que acaba que o almoço vira um caos total. Sei que ele ainda é pequeno, menos de dois anos, mas sentimos falta desses momentos em família, sempre estamos recusando convites pelo o desgaste que causa sempre.

O Pedro desde bebezinho se entedia muito rápido,  não tem paciência de ficar sentado na cadeirinha, geralmente é o maior choro para eu conseguir sentá-lo em uma, quando consigo, a custas de muito choro, começa o desafio para entreté-lo. Ele chora para descer, não quer comer e o comportamento é ruim. Resultado: o almoço ou jantar geralmente não é legal, não conseguimos fazer a refeição em família e acaba que o LC come enquanto eu brinco com ele lá fora e vice e versa. Então acabamos pedindo comida em casa, ou eu preparando alguma coisa. Não temos o prazer de ir numa lugar legal, poder curtir com ele esse tipo de passeio.
O que me frusta é que vejo algumas crianças da idade dele, ou até mais novas, que já se comportam nessas situações, então não sei o que fazer, porque ele é muito impaciente. Não dá para descontraia-se e saborear a comida e ele acaba não comendo bem também.
Poder ir uma vez por mês almoçar ou jantar com a família ou amigos em um restaurante seria resposta as minhas orações. Mas o que fazer para que o Pedro também curta esse momento com a gente?

Mais uma vez recorri  a internet e achei algumas perguntas e respostas para meus anseios:

Haverá uma idade ideal para começar a levar as crianças ao restaurante?
Elsa Couchinho, psicóloga infantil, considera que as situações novas devem ser introduzidas à medida que cada família se sinta capaz de as viver tranquilamente. Não existe uma idade ideal, mas sim o momento ideal para cada família, de acordo com as características da criança e da fase em que se encontr. Na sua opinião, é um programa aconselhável: A ida ao restaurante liberta os pais de algumas tarefas do quotidiano, que lhes permite ganhar tempo, descanso e disponibilidade. E a sua disponibilidade é, sem dúvida, muito importante para o desenvolvimento da criança. Além de um momento de encontro e partilha, também poderá ser mais uma oportunidade para a criança viver e demonstrar competências e compreensão dos códigos sociais (por exemplo: cumprimentar, agradecer, o manuseamento dos talheres). Sem esquecer que as saídas de casa são formas de lhe proporcionar o contacto e conhecimento do mundo, acrescenta Elsa Couchinho.

Quais as medidas de preparação deve se tomar?
Para que tudo corra bem, os preparativos são essenciais. A escolha do restaurante, por exemplo, pode fazer a diferença. Nem muito formal, nem muito barulhento. Se sabe que o atendimento é lento e a espera é certa, é também de evitar. Se for um local com um tipo de comida de que eles gostem e que tenha alguma surpresa a pensar nos mais novos, então é o ideal. Outro aspecto a ter em conta é a hora da refeição. Evite as horas de ponta e, enquanto são mais novos, vá mesmo à chamada "hora das crianças". Almoçar às 12h30 em pleno fim-de-semana não lhe soa bem? Mas assim evita filas de espera, o seu pedido será dos primeiros a ser atendido e suaviza o cansaço próprio do aproximar da sesta.

Se as suas crianças ainda são pequenas, não perde nada em levar consigo algumas coisas úteis:
1-cadeirinha para encaixar na mesa (pode andar sempre com ela no carro, para o caso do restaurante não ter ou na hipótese de estarem todas ocupadas). 2- babete ou babador (grande e fácil de vestir) e, eventualmente, a colher e prato preferido, para que o ambiente pareça familiar. 3- Um kit de brincadeiras também costuma ser uma grande ajuda. Catarina Anastácio, mãe de três filhas, partilha a sua experiência: "Se sei que não há espaço para elas brincarem fora da mesa, levo folhas e lápis de cor ou alguns bonecos pequenos para contarmos histórias. Às vezes arranjo um livro para colorir ou de autocolantes para lhes oferecer no restaurante e elas adoram essas surpresas". O objectivo é ser algo que motive interacção e brincadeiras conjuntas, por isso DVDs portáteis e consolas estão fora de questão.

Como fazer as escolhas certas?
Chegados ao restaurante, até a escolha da mesa pode ajudar. Elisabete Andrade, autora do livro Saber Ser, Saber Estar (um guia de etiqueta para crianças), aconselha: "Os pais com crianças pequenas devem escolher mesas colocadas em cantos ou encostadas a uma parede, porque assim evitam a tentação do andar a correr à volta da mesa. E, se possível, devem sentá-las no lugar em que dê menos jeito sair da mesa".

Ser mais flexível e não exigir que eles comam o que não gostam, facilita. Como aconselha, com graça, o portal brasileiro www.clicfilhos.com.br: Importante reservar o cardápio "Mãe Perfeita" para as refeições em casa. Catarina Anastácio concorda: "Normalmente deixo as minhas filhas escolher (com algumas restrições, claro) e sou mais flexível. Por exemplo, não insisto na sopa, sobretudo se elas pedirem muito para não comer. Também as deixo comer ou beber coisas que normalmente não lhes dou em casa, como batatas fritas, sumos ou doces. Em viagem, se durante muitos dias comemos fora, as excepções já são menos admitidas, senão passam a regra…"

Por falar em regras, também aqui são fundamentais.
E há algumas que, segundo Elisabete Andrade, em não se deve ceder. "Os pais não devem permitir que as crianças encham a boca de comida até ao ponto de terem de deitar fora para o prato; usem o guardanapo para limpar o nariz; andem a correr entre as mesas e venham à sua, de vez em quando, para uma colherada ou garfada; andem aos gritos, a saltar em redor das outras mesas; interfiram na refeição das outras crianças ou atirem com objetos (muitas vezes do próprio restaurante)". Podem parecer exageradas, mas situações como estas acontecem. Mas atenção: querer aplicar regras no restaurante que não são cumpridas em casa, não resulta. Elsa Couchinho alerta: "Os resultados dessa discrepância poderão ser zanga, confusão, comportamentos de oposição e sentimentos de injustiça. A criança precisa de sentir que as regras não são uma questão de força ou poder, mas sim de segurança e valores, que poderá ser interiorizada precisamente se houver continuidade e consistência". Maria Luísa Azevedo explica o que para ela é essencial com os seus filhos: "Saberem estar sentados à mesa durante a refeição e não fazerem birras ou barulho que se torne excessivo para quem esteja no restaurante. Nunca tive por hábito dar indicações especiais, pois eles sabem que o que lhes é transmitido em casa, em termos de regras de comportamento, é válido também quando estamos fora".

Manobras de diversão
No entanto, tentar manter a sua criança sentada durante muito tempo pode ser contraproducente. Por vezes, mais vale, durante os períodos de espera, os adultos levantarem-se à vez e levá-las a descobrir o restaurante. Espreitar o pizzaiolo a pôr as pizzas no forno, ir lá fora dar um pequeno passeio ou apenas mostrar uma grande janela e o que dela se avista podem servir de distracção suficiente. Se a situação se descontrolar e acabar mesmo em birra, Elsa Couchinho aconselha que se saia da mesa e se procure um local mais tranquilo e isolado: "É uma grande ajuda para que a criança possa ser reconfortada e acalmada, relembrando-a das regras em intimidade, sem que se sinta envergonhada ou humilhada". No fundo, a técnica no restaurante acaba por ser a mesma que em casa: "O primeiro passo é fazer a criança sentir-se compreendida. É fundamental que ela sinta que compreendem o que está a sentir e que, precisamente por ser uma criança, não tem as mesmas ferramentas que os adultos para lidar com as suas emoções. Os pais devem ser essas ferramentas, acalmando, reconfortando, ajudando a conter impulsos… Quando a criança está mais serena e tolerante, é tempo de lembrar que apesar de compreenderem os seus motivos, não podem aceitar aquele tipo de comportamento".

Diante de tudo que eu lí, cheguei a uma conclusão, resultado de uma reflexão sobre os hábitos do Pedro e o que posso tentar para melhorar isso: Lá em casa a nossa vida é muito corrida, vamos almoçar tarde, geralmente ele já almoçou, e ele nem sempre participa de nossas refeições, comemos e depois vamos brincar com ele. Não temos hábito de jantar e nos fins de semana eu acabo seguindo a rotina do Pedro do meio de semana, dou comida na mesinha de refeições dele na cozinha - porque ele abormina o cadeirão desde 1 ano, e depois a gente faz as refeições como casal na mesona. Nesse momento o Pedro fica em cima, senta no nosso colo, desce, come da nossa comida, vê um pouco de TV, não participa da refeição.
E é aí que vejo o erro. Avaliando, ele replica o cenário que temos em casa quando estamos no restaurante, porque lá em casa ele interrompe nossas refeições, não come junto e não fica quieto enquanto estamos sentados a mesa.
Começar a interagir com ele durantes as refeições, colocá-lo junto com a gente, dar a comidinha para ele junto, vai fazer com que ele aprenda a ter uma refeição em família. Ele tem esse comportamento porque não tem referência de casa. Quando chega no restaurante faz a mesma coisa que faz em casa.
Pensei nisso, refletindo nesse texto. Vou tentar incluí-lo nas nossas refeições e ir ensinando que é legal comer junto na mesa com o papai e a mamãe. Depois comento meus avanços aqui.

E vocês? Participem e me ajudem!
O que tem feito para que seus filhos aprendam a comportar e gostar de ir a restaurantes?
Tem algum lugar legal em Uberlândia para me indicar?

beijos, boa semana. Mey

6 comentários:

Giovana disse...

Mey, fiquei impressionada com seu post comecei a ler e ja me identifiquei em TUDO, no inico do post ja fui pensando no comentario que faria e pensei em te dizer que so poderia ser o nome, hehehehe os nossos Pedro's são muito parecidos, ate no mes de nascimento.

Mas depois lendo até o fim, pude me identificar mais ainda, nossas rotinas em casa tbem são muito parecidas, dou a comida do Pedro antes no cadeirao e depois como com o marido, ele sobe e desce do colo, me puxa pelo braço, enfim, TUDO IGUAL.

Mas posso dizer? Por enquanto acho tao complicado mudar isso, eu e o marido comemos depois das 8 da noite e comer antes seria complicado, atrasar a refeição do filhote tbem não seria uma coisa boa.

Sinceramente enquanto nao conseguimos mudar isso, quase sempre o deixamos na casa dos avós, pq sai com ele é extremamente ESTRESSANTE.

Bjs Mey e boa sorte

BoneKa de Neve disse...

Oi Mey!!isso eh um problema mesmo..ainda näo cheguei nessa faese, mas acompanhei meus sobrinhos...o maior tem 3,5 anos e a menor faz2 em novembro. Minha cunhada errou com o mais velho, ele nao sentou na mesa desde pequeno por essa dificuldade de horário dos pais tinha sua própria cadeirinha e fazia as refeicoes com a babá...hj ele adora uma besteira e tem dificuldade em quietar como seu filho. Minha sobrinha já consegue sentar e se comportar...será porque ela foi acostumada desde cedo ou porque meninas säo mais quietas??Enfim eu aposto no hábito de sentar a crianca na mesa mesmo que "suje" tudo por falta de cordenacäo.Espero que minha bonequinha seja comportadinha:-)Meu novo endereco de blog:http://bonekadeneve.blogspot.com/ Comecei hj...o antigo vai ficar pra fotos e viagens que fazemos...tento ao máximo atualizar mas com bebê já viu o dia corre näo passa!Bjs Cele

Ana Lucia disse...

Comigo acontece a mesma coisa!!
O Gui janta antes, porque tem fome. Só de ver as panalas no fogo já quer "papa". E qdo nos estamos jantando é a mesma coisa, come de novo, sobe-desce do colo, quer brincar, puxa pelo braço...etc.
E qdo saimos é a mesma coisa, qdo saimos(rs).

Procuro escolher restaurantes com area kids, mas o pequeno quer ficar lá sozinho? Que nada! quer que fiquemos interagindo com ele.

Sabe Mey, o meu filho é eletrico, quer brinacr, não é uma criança que vai ficar sentado no cadeirão brincando com massinhas ou outro brincando. Ele quer explorar, correr, interagir..então por enquanto as idas aos restaurantes vai ser assim, enquanto um come outro brinca e vice versa!!
Acredito que o seu Pedro tbem é assim, nos ensinamos eles a descobrirem o mundo.

Com carinho, Ana Lucia

livia disse...

Mey,

Assim como disse a Giovana, me identifiquei muito com seu problema.
Não sei se vc se lembra de mim, trabalho aqui no CJU da CTBC com a Graça, fiquei gravida na mesma época que a Dani e a Nadia, e o enfrento o mesmo dilema com meu Bebê,o Vitor.
Ele fez 10 meses, e não consigo sair com ele para um restaurante ou barzinho. Ele ainda não anda, mas engatinha pra todo lado, não fica no carrinho nem na cadeirinha e ai eu e meu marido temos que revesar passeando com ele no colo.
A solução mais prática que que encontrei até agora para não ficar trancafiada em casa, é passear em shopping ou clube e andar muito porque se parar também não serve ele ja quer logo sair do carrinho hehehe!!!

Bjos Lívia

Fabiana disse...

Mey, já passei apuros com o Arthur (1/ 12 meses), porém assistindo e muito os programas com as Nanys da vida onde sempre "pesco" dicas que se adequam ao meu modo de vida, pesquei a dica de levar alguns objetos de casa (como no texto colocado) e brinquedos mais brinquedos e não é que deu certo?
Sei que não serão todas as saidas com com o placar 1 x 0 p/ mamãe, mas vi que estou no caminho certo.
Tenho a rotina bem parecida com a sua mas agora já estou mudando.
Comecei a tomar café (nos finais de semana) com o Thutu na mesa, o mesmo que eu como ele come, com direito a xicara e tudo...além de introduzir esse novo comportamento é o máximo ver ele imitando aduldos, pois dá um gole de "café" e morde o pão, e assim vai....
Bjs

Daniella disse...

Soh posso dizer que 'e incrivel como as mulheres se aventuram em educar uma ou mais criancas sem ter base sobre as leis do comportamento, mas na base de tentativa e erro!! Nao eh uma critica, eh um espanto, e 'e lamentavel, pois as partes sofrem muito! A crian'ca reproduz o que ela ve, aprende pelo modelo. Se ela nao tiver modelo nem orientacao adequados...bau bau
Por isso cada vez mais e principalmente agora com meu baby sempre que possivel troco ideias e ajudo, indico livros etc etc