22 de nov de 2010

Negociação: o que os palestrantes internacionais não ensinam e nós mães, aprendemos com nossos filhos

Olá Amigas, estou bastante sumida daqui, não é?
Mas foi por um bom motivo, quando estou muito cheia de coisas pra fazer, eu costumo estacionar algumas atividades para não surtar. E essas duas semanas passadas aconteceram muita coisa na minha pessoal e profissional. A saída foi priorizar.

Um dos motivos que me fizeram dar um time por uns dias aqui, foi a participação da empresa que eu trabalho na HSM Expomanagement, maior evento de gestão da América Latina. Foi a maior correria organizando a nossa participação, tivemos um stand lindo e promovemos uma palestra exclusiva com o Kotler, foi paulera, mas no final um sucesso total. Esse é o principal evento desse projeto e apesar de esgotante, foi muito gratificante. Amo meu trabalho e tenho muito orgulho de conseguir conciliar minha vida de mãe, esposa, filha, profissional, amiga, irmã, blogueira, negociante.... ufa! Mas tem horas que temos que focar mais em uma coisa do que em outra.
Mas, o que me ocorreu quando avaliava a agenda da Expo e os curriculuns dos palestrantes internacionais foi que tem coisas que a maternidade nos ensina como nenhum outro treinamento, ou seminário internacional.

Sendo mãe eu aprendi muito sobre negociação: uma criança de dois anos é capaz de nos ensinar que sem negociar, sem ponderar os interesses de ambos, é muito difícil chegar em uma relação satisfatória  de ganha ganha e atingir os resultados: educar, disciplinar e dar amor.

Eu explico: ao contrário do que muitos podem pensar, negociar não é uma atribuição exclusiva para profissionais do mundo corporativo. A negociação está presente em todos os momentos de nossa vida, principalmento na maternidade. Todos os dias nós exercemos essa habilidade. Quem nunca teve que parar um segundo para respirar fundo e ser racionamente negociadora no momento da birra de um filho?
Eu por exemplo, tenho executado mais o meu poder de negociação com o Pedro do que na empresa, porque negociar com ele me custa muito mais inteligência emocional do que com meus fornecedores.
Todos os dias negociamos com nossos filhos, e se não tivermos dicernimento e sabedoria, essa negociação se torna desgastante para ambas as partes.

Hoje, por exemplo, eu negocio com o Pedro para que ele me avise que quer fazer xixi e não faça na calça,  negocio para que ele se comporte. Negociamos até que roupa ele vai vestir e procuro sempre deixar claro para ele que em tudo há escolhas,  perdas e ganhos e que depende do seu comportamento.
E o melhor, sempre o recompenso a cada conquista dele.

Sem essa dose de negociação, a minha vida como mãe, o meu papel de educadora seria banalizado. Se fosse apenas "obedeça o que estou mandando" o Pedro nunca aprenderia a ceder, a conquistar, a negociar, a conhecer a relação ganha ganha. Nem sempre a gente tem que ser donas da verdade na relação com nossos filhos, aprendemos muito sobre ceder para ser feliz, para fazer feliz, a endurecer quando precisa, a apoiar.
É impressionante o quanto essas coisinhas fofinhas que temos em casa nos dá lições nunca antes observadas.
Aprendo todos os dias com o Pedro, todos os dias ele me ensina ser uma pessoa melhor, uma profissional melhor, gerenciar melhor meu tempo, minhas emoções. Isso tudo eu não aprendi em nenhum curso de bussiness para bons negociadores. Aprendi com a minha vida de Mãe.


Desejo que vocês tenham muitas experiências com seus filhos, que vocês possam ser cada dia mais felizes e realizadas como Mães.

com carinho, Mey

Domingo de sol com meu Pedrinho.

7 comentários:

Ana disse...

Que gracinha de foto Mey. Tava com saudade do seu blog mesmo. Mas sabia que vc estava viajando. E realmente a negociação com eles é diária. O felipe mesmo não conversando ainda já atua nessa negociação por instinto né. Isso quando ele pega algo que não pode e só me entrega se dou outra coisa em troca. Danadinho e esperto demais. Mas acredito que assim vamos educar bem nossos filhos, e o ganha ganha, a conquista deles sempre seráalgo muito importante. Bjo

Shilola disse...

Tem toda razão, Mey! :D
Depois dos filhos, nossos cursos de Negociação, administração do tempo, gestão de projetos, ficaram no chinelo1 ;)
Bjocas,
Carol

Laís disse...

Olá! Muito bacana seu post sobre negociação... sinto que um dos maiores desgastes que tenho com a minha filha vem daí, dessa negociação incessante e árdua... principalmente na hora do jantar! haha =)

Prazer!

beeijos,
Laís.

Dani Zebini disse...

Oi, Mey, tudo bem?
Estou fazendo uma matéria sobre mulheres que conheceram os pais depois de adultas e gostaria muito de bater um papo com você. Te mandei um e-mail e também uma mensagem pelo facebook, mas não sei se você viu.
Trabalho na Editora Globo e meu e-mail é dzebini.colaborador@edglobo.com.br.Fico aguardando seu retorno.
Muito obrigada.
Um abraço,
Daniele.

PS: Muito legal o seu blog. Adorei!

Claudia Maria Oliveira dos Santos disse...

Adorei esta idéia de negociar , como sou uma mãe recente para mim tudo e válido e necessito aprender com estes toques.

bjo

Maria Betânia Fuller disse...

Que linda a foto, tão real, até aprece que estou aí com vcs hahaah
ë bem assim amiga, ainda não entre na fase da negociação com frases, mas sabe que ela já nos entende, tenta nos enganar, dificil esquecer o que não deixamos fazer mas ela quer, persiste em tudo, e até tem uns birrinhas... e já tento trocar algo que ela qur fazr errado por algo que ela queira da mesma maneira mas pode...hahaha e temos que pensar depressa porque essa menina é ligeira.
Beijos p vc e sua família amiga.

Anônimo disse...

Aprendi muito