9 de jul de 2011

Mãe: equilibrando papéis


Oi Gente!!!

Nossa, hoje é sábado, um dia especial para mim, pois posso brincar muito com o Pedro, posso ficar em casa cuidando dos detalhezinhos da vidinha dele, curto minha casa, gerencio melhor minha funcionária, arrumo gavetas, invento receitas e tem sempre aquele cheiro gostoso de bolo de chocolate que preparo para perfumar a casa e dar aquela alegria de fim de semana.

Mas sábado também é um dia reflexivo, principalmente quando chega a noite, pois no outro dia é domingo e já começo a fazer tudo que tenho de pendência doméstica e pessoal, porque a segunda-feira chega e daí fica muito difícil tocar mais coisas que já faço. E fica tudo muito corrido, e tenho que ter habilidade de equilibrista para dosar meus papéis. Que mãe não tem?

E apesar de ser super feliz com minha vida do jeito que é, eu sempre sinto que estou devedora. Sempre estou sentindo falta do Pedro, sempre estou no dilema da quantidade e da qualidade de tempo que passo junto com ele, com meu marido, com minha mãe, comigo mesma.
Reflito e encontro uma única resposta: eu estou tentando! E isso não me garante acertar em tudo, mas dá a clareza de que estou comprometida em ser melhor que posso: uma mãe melhor, esposa mais dedicada, melhor profissional, filha, irmã...

E não sou a única que sente esse turbilhão de sentimentos, tenho certeza que toda mãe, que trabalha fora tem seus dilemas, e por outro lado, quem não trabalha também. Estamos sempre nos avaliando, esperando mais de nós mesmas.

Encontrei no Facebook de uma amiga, um texto maravilhoso, com a expressão genuina que estamos sempre tentando ser melhor do que somos, mesmo em meio a tantos conflitos. E assim, vamos conseguindo, dia após dia.

Leia, vale a pena!

"Daqui poucos dias termina minha 3a licença maternidade. Talvez por essa razão esteja tão reflexiva sobre meu papel de mãe. Tenho feito algumas descobertas sobre mim mesma e aprendendo que ainda não conheço tudo sobre minhas filhas. E que essa história de que o que importa é qualidade e não quantidade na relação com elas, é bobagem... Quantidade de tempo com elas é tão importante como a qualidade que coloco nesses momentos.



Fui mãe pela primeira vez aos 25 anos. Luana nasceu prematura quando iniciava minha carreira na empresa onde trabalho hoje. Naquela ocasião, por mais que eu negasse, minha prioridade número 1 era o trabalho. Depois de 5 anos veio Lara, que opostamente à Luana, nasceu com 4,2 Kg com quase 42 semanas de gestação. A vinda de Lara coincidiu talvez com o maior desafio profissional que já tenha enfrentado. Não consegui conciliar os dois papéis porque nessa ocasião já me perguntava o que seria mais importante: trabalho ou exercer plenamente e de forma competente minha maternidade.


Agora foi a vez de Lia, fruto do segundo casamento. A diferença de idade entre Luana e Lia é de 10 anos, o que por si só já demandaria mais discernimento e sabedoria de minha parte para educá-las bem, visto que tenho praticamente 3 gerações sob minha responsabilidade. Não obstante, Lia nasce num momento de rearranjo familiar, onde temos aprendido a construir uma família moderna, cujos atores compõe a tríade os meus, os seus, os nossos já que meu segundo marido tem uma filha do primeiro casamente. Logo, temos outras variáveis para desenhar o contexto atual que nos faz exercitar de forma contínua o amor incondicional e exercício de paciência e tolerância mútua.



Esse novo ecossistema nos obriga a buscar novas acomodações de papéis, a respeitar as diferenças de perfis, a dividir um espaço entre filhas de pais e mães diferentes. Apesar de difícil, tenho concluído que meu ambiente familiar é uma oportunidade única de treinamento constante de como exercer não somente meu papel "mãe" mas também a Luciana profissional. Isso porque a cada dia concluo que em casa, sob esse contexto de família, preciso desenvolver as mesmas habilidades e atitudes que me são exigidas no ambiente corporativo. Hoje descubro que ser mãe e ser profissional podem e devem ser papéis complementares e não excludentes, como pensava há 10 anos atrás.
 Esses 4 meses de licença maternidade não foram só pra Lia. Foram da Luana, Lara e Júlia, minha enteada também de 5 anos. Curti intensamente cada momento com essas crianças e pude conhecê-las ainda mais, reforçando a minha responsabilidade para com elas e a importância de minha participação na conquista de segurança, independência e afeto das crianças.



Retorna ao trabalho uma Luciana no mínimo mais alerta e mais aberta a todas às novas conexões que essas relações podem provocar. E profundamente grata a Deus por me confiar tantas responsabilidade e provações, seja na dimensão pessoal como na profissional. O caminho, a trajetória ainda me trazem dúvidas e incertezas mas já adianto que me mobilizam para o encontro abençoado de uma Luciana mais forte e mais motivada a encarar os desafios que a vida me traz.
 Luana, Lara, Júlia e Lia, amo vocês e as agradeço pela dádiva de conviver com crianças tão especiais nas diferenças. Meu compromisso com vocês está renovado, assim como meu compromisso de cumprir minha missão profissional nessa vida.
Há 10 anos, aprendo a ser mãe..."

Vamos trocar figurinhas? Conte pra gente, o que você precisa equilibrar na sua experiência como mãe?

Muito obrigada Lú, por compartilhar seus aprendizados e dúvidas.
com carinho, Mey

Sobre a Lú:
Luciana Gonçalves, é uma profissional exemplar, casada,  mãe de 3 filhas e uma enteada, que está em busca ser viver tudo isso de forma mais plena e feliz.

3 comentários:

Carol Siqueira disse...

Oi Mey, li este post e apesar de não trabalhar religiosamente todos os dias devido a minha flexibilidade, me vi nele também. Realmente é muito difícil ser muitas em uma só. Agora mesmo, quando fui deixar o meu pequeno lá na escolinha, eu vi a angústia de uma mãe que estava deixando o seu bebê de 6 meses por um período. Somos todas iguais, independente da quantidade do tempo que passamos com os nossos filhos, SOMOS TODAS MÃES.
Mas hj me sinto mais segura e mais madura, mas confesso pra vc e vc tb sabe que trilhei um bom caminho pra chegar até aqui e hj mudar um pouco os meus conceitos. Estou feliz assim, graças a Deus.
Bjos amiga e saudades de vc :)
Carol Siqueira.
www.falamamae.com

Testes da mamãe disse...

OLá, adorei o seu blog, criei um a pouco tempo dá uma olhadinha lá,o endereço do blog é: http://testesdamame.blogspot.com/
tem testes de produtos de bebe. dicas, entre outras coisas,estou te seguindo agora, abçs

Chama a mamãe disse...

Oi Mey,
É assim mesmo, também trabalho fora e vivo me culpando pelo pouco tempo que passo com minha filha, mesmo me esforçando ao máximo para ser melhor tudo, melhor mãe, melhor filha, melhor esposa. É tudo tão dificil!! Mas como vc disse, pelo menos estamos tentando.
Um grande bjo